Na clínica psicanalítica, a supervisão é essencial para a formação, significando orientar e dirigir. O supervisor é aquele que vê além, permitindo-nos compreender aspectos não percebidos anteriormente e aprender mais sobre questões relacionadas ao atendimento. Portanto, é crucial escolher um supervisor com ampla experiência clínica, não apenas teórica.

O termo “Outra Visão” convida à reflexão sobre os atendimentos realizados. O psicanalista atende conforme sua própria visão, e nós, com nosso olhar distinto, contribuímos para diagnósticos, condutas e momentos de resistência no processo. Esse olhar adicional auxilia a visualizar novas saídas e esclarecer pontos cegos por meio de nossa experiência e perspectiva clínica.

Assim, a supervisão integra o tripé psicanalítico, sendo indispensável para formarmos psicanalistas competentes, complementando a análise pessoal e um bom curso.

A defesa do ego é um conceito central na teoria psicanalítica desenvolvida por Freud. O ego é uma das três instâncias da mente, juntamente com o id e o superego. Ele é responsável por mediar entre as demandas impulsivas do id, as exigências morais do superego e a realidade externa. As defesas do ego são estratégias psicológicas automáticas e inconscientes que o ego utiliza para lidar com ansiedades e conflitos internos.
Esses mecanismos de defesa não são exclusivos uns dos outros, e muitas vezes são utilizados em combinação para lidar com diversas situações. São estratégias inconscientes que ajudam a preservar a estabilidade psicológica, mas, em alguns casos, podem levar a formas de comportamento disfuncional.
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Atendo adolescentes que estavam ansiosos para o show deste fim de semana acontecer, com entusiasmo e vivacidade que conferem a essa fase fantástica que é a adolescência. Era para ser um momento mágico para esses jovens, mas não foi.
A organizadora do evento proibiu a entrada de garrafas de água em um calor de 60°C, cobrando um absurdo pela água dentro do estádio. Quanto vale uma vida?
Segundo José Outeiral, psicanalista, “o adolescente é um passivo-observador de suas próprias mudanças e se vê inundado por um sentimento de impotência, que pode acarretar em muitas angústias.”
Se formos ler as letras de Taylor, elas abordam temas que tendem a agradar esse público tão vulnerável devido ao processo de transformações que atravessam e o sentimento de angústia que os acompanham. Mergulhando então no mundo dessas letras, eles tendem a voltar-se a si mesmos, em suas fantasias, devaneios e sonhos, interferindo na sua capacidade de ver as coisas com criticidade. Justificando as atitudes realizadas nos shows no RJ.
Para Freud em “Mal estar na cultura”, vivemos a dicotomia entre querer satisfazer todos os nossos desejos ou abrir mão em nome da coletividade. Swift, sua equipe e a organizadora demonstraram qualquer coisa menos o interesse em abrir mão de seus interesses individuais em prol da preservação da nossa cultura. Afinal, que ingenuidade não perceber o calor do RJ ou ter visto os alertas das ondas altíssimas de calor, não é mesmo?
Ao contrário disso, Taylor permaneceu no silêncio do típico “desmentido” Ferencziano (faz-se o que se quer para fazer crer no que os outros querem crer).
Nossa solidariedade à mãe da Ana, que não receberá mais a sua filha de volta em casa por conta da arrogância que o ser humano carrega dentro de si.

A psicanálise concentra-se na exploração dos desejos inconscientes das pessoas, muitos dos quais estão vinculados a aspectos emocionais e psicológicos profundos. O consumismo, por sua vez, frequentemente baseia-se na satisfação desses desejos, especialmente aqueles relacionados à busca de gratificação imediata, conforto emocional e autoestima por meio da aquisição de bens e serviços.

A publicidade pode desempenhar um papel fundamental no consumismo, ao criar desejos e aspirações nas pessoas. “O que determinada marca faz você sentir ao usá-la?” é uma das principais questões que ela levanta. Além disso, o consumismo pode ser uma tentativa de preencher um vazio emocional com compras excessivas.

Não importa o que, como e quanto estamos comprando, e sim o motivo pelo qual sentimos a necessidade de TER e não mais SER. Precisamos receber gratificações o tempo todo para não sentir a frustração da castração? Porque, sem consumir, sentimos que não pertencemos a essa sociedade? Novembro chegou e, com ele, mensagens constantes para consumirmos algo, mas o que, de fato, precisamos consumir?

Além disso, é importante considerar como o consumismo muitas vezes promove uma cultura de comparação e competição, levando as pessoas a medirem seu valor com base em suas posses materiais e no status social que elas aparentam ter. Isso pode resultar em uma pressão constante para atender às expectativas da sociedade, levando a um ciclo insustentável de gastos e aquisições desenfreadas para manter uma imagem específica. Esta constante busca por validação externa pode contribuir para a fragilidade da autoestima e da identidade pessoal, levando a um sentimento de insatisfação crônica mesmo diante de conquistas materiais.

Nesse contexto, a psicanálise pode oferecer uma visão mais profunda sobre as motivações por trás desses comportamentos, incentivando a reflexão sobre as reais necessidades emocionais e psicológicas que estão sendo suprimidas ou ignoradas pelo impulso consumista. A consciência desses padrões pode abrir caminho para um processo de autodescoberta e transformação pessoal, que valoriza a busca por satisfação e realização internas em detrimento da busca incessante por gratificação externa.

Como já falamos por aqui, a psicanálise trabalha com a existência do inconsciente, ou seja, existem partes de nós mesmos em que ainda não conhecemos e que influencia em nossas ações, escolhas e possibilidades de movimentação.

Sendo assim, podemos dizer que, parte de nossas escolhas e sentimentos não dependem daquilo que reconhecemos como Eu, são estruturas que carregamos que não temos controle algum. Considerar a existência dessas estruturas, aprender a ouvi-las e combinar com aquilo que reconheço como Eu é parte do processo que ocorre na análise.

Quando não reconhecemos que somos algo além desse Eu ele terá que se manifestar de outras formas não linguísticas, e será aquilo que chamamos de SINTOMA. ´´Eu não queria chegar atrasado no trabalho“ O “não queria“ chamamos de manifestação do inconsciente, que acaba se manifestando através desses gestos ´´falhos“. Porém, se eu estiver atenta apenas ao meu consciente não conseguirei perceber o que significa sempre chegar atrasado no trabalho.

O inconsciente não é um problema, porém ignorá-lo nos coloca em uma posição de mal estar, por estar sempre tentando fazer algo sem conseguir. Ficamos estacionados no discurso consciente sem perceber a outra parte que também diz muito sobre nós, e não enxergar nada além de o discurso sobre si mesmo é muito perigoso.

Quer saber mais sobre o inconsciente? Entre em contato conosco e agende uma visita. Você conseguirá entender um pouco mais sobre como a teoria psicanalítica pode explicar você pra você mesmo.

Podemos dizer que o grande diferencial da psicanálise é considerar o inconsciente como existente e como agente da estrutura do Eu. Aqui o desejável é entrar em contato com aquilo que você é independente daquilo que você se tornou a partir da sua configuração histórica ou com ela. É entrar em contato com aquilo que você é para além daquilo que você fez para se adequar as suas necessidades de ser amado e de sobreviver a este mundo que nem sempre é tão gentil. A psicanálise não está preocupada no diagnóstico, mas na real razão para o surgimento do sintoma e na cura dele através da fala.
Já o psicólogo pode escolher outras abordagens para trabalhar sem ser necessariamente a psicanálise, mas pode também atender no consultório com orientação psicanalítica ou se especializar em psicanálise. Caso o profissional opte por outras abordagens, essas excluem o inconsciente e trabalham de forma pré-determinada. A psicologia está envolvida com trabalhos externos como a linha organizacional e marketing, estudando a reação e interesse das pessoas por tipos e marcas. Durante as sessões a fala, o comportamento e gestos para auxiliar em um diagnóstico e traçar um tratamento.

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